A indústria fonográfica norte-americana está em plena efervescência, e os números mais recentes da Recording Industry Association of America (RIAA) confirmam essa tendência.
O relatório de meio de ano de 2026 desenha um cenário otimista, revelando que a receita bruta total da música gravada nos Estados Unidos alcançou a impressionante marca de US$ 5,97 bilhões. Esse montante representa um salto notável de 6,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, sinalizando uma reaquecida do setor que merece uma análise aprofundada.
O Efeito Streaming e a Força do Físico
Dentro desse universo de cifras bilionárias, o streaming continua sendo o motor principal, mas com nuances interessantes. As assinaturas premium pagas, por exemplo, registraram um crescimento robusto de 7,8%, totalizando US$ 3,11 bilhões. Esse dado sublinha a disposição do público em investir em experiências musicais de alta qualidade, consolidando o modelo de acesso por assinatura como o pilar da receita digital.
Contudo, nem tudo são flores: as assinaturas não-premium pagas sofreram uma queda de 9%, arrecadando US$ 239,1 milhões, indicando uma possível migração de usuários para planos mais completos ou para as opções gratuitas. O streaming gratuito, por sua vez, demonstrou resiliência, com um aumento de 3,7% e receita de US$ 899,6 milhões, provando que o acesso facilitado ainda atrai um público considerável e gera valor através da publicidade.
Mas a história de sucesso do primeiro semestre de 2026 vai além do digital. O mercado físico, que muitos consideravam em declínio irreversível, surpreendeu com um renascimento espetacular. As vendas de vinil, verdadeiros ícones da nostalgia que se transformaram em objetos de desejo da cultura pop, dispararam em 17,7%, gerando US$ 543,8 milhões. E, em um movimento ainda mais inesperado, os CDs, que pareciam destinados ao esquecimento, viram suas vendas aumentarem em incríveis 58,6%, atingindo US$ 171,1 milhões.







