A "Música do Verão" global do TikTok para 2026 não é um lançamento fresco, mas sim um hino do passado. A faixa The One That Got Away, de Katy Perry, lançada em 2011, conquista este título inesperado, reacendendo debates sobre nostalgia, viralidade e o eterno poder da música pop.
É um fenômeno que desafia a lógica linear do consumo, transportando uma canção de mais de uma década para o centro das atenções de uma nova geração.
A ascensão de The One That Got Away no universo TikTok é estrondosa. A canção foi utilizada em mais de 42 milhões de vídeos que, juntos, acumularam impressionantes 55 bilhões de visualizações durante o verão. Este ressurgimento não se limitou às telas dos smartphones; a faixa, agora com 15 anos de estrada, retornou ao prestigiado ranking Billboard Global 200, onde marcou presença por 21 semanas consecutivas.
No Spotify, a prova irrefutável de seu apelo renovado: 1,8 bilhão de streams. Esses números não apenas solidificam a relevância contínua de Katy Perry, mas também sublinham como o TikTok se tornou um catalisador para a redescoberta de catálogos musicais, transformando sucessos adormecidos em fenômenos globais.
Este padrão de "hits do passado" dominando as paradas de verão do TikTok não é um caso isolado. Nos Estados Unidos, a tendência se repete com veemência. A própria The One That Got Away lidera a lista norte-americana, mas é acompanhada por outros clássicos que desfrutam de um inesperado segundo ato. Na segunda posição, encontramos Cinderella, uma colaboração entre Mac Miller e Ty Dolla $ign, que data de 2016. Em terceiro lugar, uma verdadeira viagem no tempo: It Ain’t Over ’Til It’s Over, de Lenny Kravitz, um hit atemporal de 1991 que ganha uma nova vida digital, mostrando que a qualidade musical transcende gerações e algoritmos.
Até mesmo faixas mais recentes, mas já consolidadas, encontram seu momento de glória. Earrings, de Malcolm Todd, lançada há apenas dois anos, já é vista como um dos grandes exemplos de revitalização de catálogo em 2026, ilustrando a rapidez com que a cultura digital pode recontextualizar e revalorizar obras. No entanto, o cenário não é composto apenas por relíquias.




