Em um movimento que promete reverberar pelos corredores do varejo e da indústria musical, a Sony Music lançou uma ofensiva legal contra a The Kroger Co, gigante por trás de uma vasta constelação de marcas nos Estados Unidos, como Ralphs, King Soopers e Home Chef.
O processo, que acusa o conglomerado de uso não autorizado de gravações em suas campanhas digitais e postagens em redes sociais, acende um novo alerta sobre os limites do licenciamento musical na era digital e o comportamento das marcas no cenário do entretenimento.
A notícia, inicialmente reportada pela Music Business Worldwide, aponta para uma escala impressionante de infrações. A ação judicial elenca nada menos que 392 usos indevidos de obras pertencentes à Sony Music, não apenas pelas próprias marcas da Kroger, mas também por influenciadores digitais que as representam.
Este não é um caso isolado, mas sim mais um capítulo na saga que tem visto detentores de direitos musicais intensificarem a vigilância sobre o uso de seu catálogo em plataformas digitais.
O Detalhe Que Muda Tudo: Acordos Anteriores
O que torna este litígio particularmente intrigante é um detalhe crucial: a The Kroger Co já havia estabelecido acordos de licenciamento com a Sony Music, que explicitamente cobriam o uso em mídias sociais. Um exemplo notável foi uma campanha de sete semanas em 2020, que utilizou uma canção do icônico grupo The Lovin’ Spoonful. Esse histórico de negociações anteriores é um pilar central da acusação.
A Sony Music argumenta que, tendo o conglomerado varejista "negociado e pago anteriormente por tais licenças, as Partes Kroger não podem alegar ignorância do requisito de licenciamento". Esta declaração, extraída diretamente do processo, sublinha a tese de que a Kroger estava plenamente ciente das obrigações legais, tornando a suposta violação ainda mais grave sob a ótica dos direitos autorais.




