O Virgin Music Group, braço da UMG, confirmou a conclusão da aquisição da Downtown Music Holdings por US$ 775 milhões, poucos dias após receber sinal verde da Comissão Europeia. A operação marca uma nova fase para a Downtown, que passa oficialmente ao controle da Virgin, com mudanças estruturais já anunciadas.
Como parte da reorganização, Pieter van Rijn foi nomeado diretor de operações do Virgin Music Group, reportando-se diretamente aos co-CEOs Nat Pastor e JT Myers. O executivo, que anteriormente liderou a FUGA, assumiu a presidência da Downtown em 2022 e tornou-se CEO dois anos depois. Agora, van Rijn assume papel estratégico na integração das empresas.
“A nomeação de Pieter sinaliza nossa intenção de unir essas empresas de forma ponderada e estratégica”
Em comunicado oficial, foi declarado: “A nomeação de Pieter sinaliza nossa intenção de unir essas empresas de forma ponderada e estratégica”. A nota também destacou: “O objetivo é aprimorar ainda mais tanto a Virgin Music Group quanto a Downtown, preservando seus pontos fortes distintos e, ao mesmo tempo, aumentando o investimento, a tecnologia e os recursos globais disponíveis para empreendedores independentes.”
O fundador Justin Kalifowitz deixará a companhia após a transação. Já Andrew Bergman, presidente do conselho, retornará a uma função de consultor sênior. Kalifowitz publicou carta aberta marcando sua despedida e ressaltando o legado construído ao longo das últimas duas décadas.
No texto, afirmou: “De todas as mudanças das últimas duas décadas, aquela que acredito que mais ajudamos a moldar foi a mentalidade — a de que os criadores merecem ter opções, que a independência pode ser ampliada e que o atendimento ao cliente não é uma fraqueza, mas sim uma estratégia”. Em seguida, completou: “Andrew e eu nos afastamos orgulhosos do que construímos juntos e confiantes na liderança e na cultura que definem o centro da cidade hoje.”
Em setembro anterior, Pieter van Rijn já havia antecipado que o acordo permitiria que “os clientes da Downtown poderiam acessar uma gama mais ampla de serviços, com maior alcance do que nunca”, acrescentando que “nossos clientes podem esperar a mesma, ou até mesmo uma expansão, proteção e segurança de dados líderes do setor às quais já estão acostumados”.
Como exigência regulatória, a Virgin concordou em vender a divisão Curve Royalty Systems, conhecida internamente como Curve, apontada como possível obstáculo concorrencial. A alienação da unidade ocorre paralelamente à integração das operações da Downtown.
A empresa adquirida atende atualmente a mais de 5.000 clientes comerciais e ultrapassa a marca de 4 milhões de músicos em sua base global. A consolidação amplia a presença do Virgin Music Group no mercado independente, reforçando sua estrutura internacional e tecnológica após a aprovação da Comissão Europeia e a finalização oficial do acordo bilionário.

























