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UE aprova acordo da Universal Music e impõe condições

Venda da Curve e reação do setor independente marcam decisão

Foto: Reprodução / X / @universalmusic

A Comissão Europeia confirmou a aprovação da aquisição da Downtown Music Holdings pelo Virgin Music Group, braço da Universal Music. A decisão, amplamente antecipada nos bastidores do mercado, veio acompanhada de condições específicas que condicionam o avanço do negócio.

O aval do órgão regulador europeu encerra meses de análise sobre os impactos concorrenciais da operação no setor musical.

Entre as exigências impostas está a alienação integral da Curve, conhecida como Curve Royalty Systems. A determinação inclui a venda de todos os ativos relacionados à empresa: funcionários, carteira de clientes, contratos de fornecimento, além de código-fonte, dados e algoritmos que sustentam sua plataforma tecnológica. A medida busca preservar a competitividade no segmento de serviços para artistas e gravadoras independentes.

Universal Music disse que que a aquisição “deve ser concluída nas próximas semanas”

Ao justificar sua decisão, a Comissão Europeia afirmou que existem “diversos concorrentes viáveis” no mercado, citando, além das outras duas grandes gravadoras, empresas como Believe, DistroKid, Idol, Kontor e OneRPM. O órgão concluiu ainda que as participações de mercado da UMG e da Downtown em música gravada e serviços para artistas “permanecem moderadas”. Segundo a análise oficial, o acordo “não alterará significativamente a posição de negociação da UMG em suas discussões de licenciamento com as plataformas de streaming”.

Com o sinal verde concedido, a Universal Music declarou que a transação “deve ser concluída nas próximas semanas”. Informou também que a Curve continuará operando como empresa separada até que sua alienação seja efetivada.

Em comunicado conjunto, os CEOs Nat Pastor e JT Myers destacaram a visão estratégica por trás da operação. Segundo eles: “Ao unir duas empresas culturalmente compatíveis com pontos fortes profundamente complementares, estamos criando um ecossistema mais poderoso e aberto que oferece aos empreendedores independentes os recursos, o investimento e a tecnologia para terem sucesso em seus próprios termos”.

Do outro lado, a Impala, associação europeia que representa o setor independente e principal crítica do acordo, também se manifestou. A entidade considerou positivo o nível de análise aplicado ao caso e afirmou: “Ter garantido esse nível de escrutínio e soluções estruturais é uma conquista para o setor independente, enviando uma mensagem clara de que as futuras aquisições estarão sujeitas a um escrutínio rigoroso e prolongado”. A organização informou que aguardará a publicação integral da decisão para “avaliar se é necessário apresentar um recurso ou tomar outras medidas”, ressaltando que gravadoras e artistas que desejem independência na distribuição via Downtown/FUGA devem poder sair sem barreiras ou retenção de dados.

Uma das principais incógnitas agora envolve o futuro comprador da Curve. Grandes gravadoras rivais estão fora da disputa. Empresas de tecnologia de direitos autorais, como Vistex e Music Reports, aparecem como possíveis candidatas.

A DistroKid enfrenta rumores de venda própria, enquanto as intenções da Believe permanecem indefinidas. Entre consolidadoras focadas em artistas independentes, surgem nomes como Exceleration Music, Create Music Group, Pipeline e Duetti. O desfecho dependerá da avaliação do ativo e da capacidade do futuro comprador de manter a Curve como operação independente dentro do ecossistema musical global.

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