Durante a pandemia de Covid-19, quando eventos presenciais foram suspensos em grande parte do mundo, artistas e produtores precisaram encontrar novas formas de manter contato com o público. Nesse cenário, as transmissões ao vivo se tornaram uma solução imediata para continuar apresentando shows. No início, muitos músicos recorreram a apresentações improvisadas nas redes sociais. Com o tempo, surgiram plataformas dedicadas exclusivamente a esse tipo de conteúdo, buscando estruturar um modelo de negócios sustentável para apresentações online.
Mesmo após o período mais crítico da pandemia, algumas dessas iniciativas desapareceram. Muitas empresas que surgiram durante os períodos de lockdowns não conseguiram manter suas operações quando os eventos presenciais retornaram. Ainda assim, algumas plataformas continuaram investindo em novas estratégias para manter o formato ativo. Entre elas está a Volume, que busca consolidar um modelo de longo prazo baseado na transmissão digital de apresentações musicais.
A empresa afirma que conseguiu ampliar significativamente sua atuação nos últimos anos. Segundo os dados divulgados pela própria plataforma, foram transmitidos mais de 2.000 shows em 2025. Já em 2026, o ritmo de atividades aumentou, alcançando uma média superior a 50 por semana em 2026. Essas apresentações são realizadas em parceria com 43 locais de eventos, que fazem parte da rede utilizada pela companhia para expandir o alcance das transmissões.
Shows ao vivo: como é a configuração técnica da Volume
Para viabilizar essa operação em grande escala, a empresa adotou um sistema técnico específico. Os locais parceiros instalam sistemas de produção operados remotamente, permitindo que toda a parte de captação e transmissão seja administrada à distância. Com essa estrutura, a Volume consegue editar, produzir e transmitir os programas sem que uma equipe completa precise estar fisicamente presente em cada evento.
A rede de parceiros também inclui festivais e eventos específicos dentro do circuito musical norte-americano. Um exemplo recente é o WinterWonderGrass Festival, realizado em Steamboat Springs, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. O evento se tornou um dos novos parceiros da plataforma e reúne artistas de estilos como Jam, rock, indie e country, gêneros que fazem parte do foco principal das transmissões da empresa.
Além de transmitir as apresentações ao vivo, o modelo de negócios da Volume permite que músicos e produtores escolham diferentes formas de disponibilizar seus conteúdos. Os artistas podem organizar shows gratuitos ou pagos, dependendo da estratégia adotada para cada apresentação. Outra possibilidade oferecida pela plataforma é a venda de vídeos sob demanda, permitindo que os fãs assistam aos shows posteriormente, mesmo depois da transmissão original.
O sistema também inclui ferramentas de interação direta entre artistas e público. Durante as transmissões, os espectadores podem enviar gorjetas ou fazer doações, criando uma fonte adicional de renda para os músicos. Ao mesmo tempo, a estrutura permite que os artistas coletem informações de contato dos fãs, como endereços de e-mail, criando novas oportunidades de comunicação e divulgação de futuros eventos.
Com a expansão das transmissões digitais e o crescimento da rede de locais parceiros, a plataforma continua ampliando o número de apresentações transmitidas semanalmente. A estratégia combina infraestrutura técnica, parcerias com espaços de shows e festivais, além de diferentes formatos de monetização para artistas que buscam alcançar públicos além das apresentações presenciais.
























