O legado de Michael Jackson (1958-2009) acaba de entrar em um novo capítulo digno de tribunal e com trilha sonora de tensão.
Paris Jackson, filha do astro, resolveu trocar os palcos pelos autos judiciais e está exigindo mais transparência na administração do espólio bilionário deixado por seu pai. E não, não é só drama familiar — é uma questão de gestão financeira que está dando o que falar.
A jovem artista, que também brilha como modelo e cantora, entrou com uma petição judicial em novembro de 2025 contra os co-executores do espólio, John Branca e John McClain.
Segundo Paris, os dois estão mais preocupados em fazer moonwalks rumo ao enriquecimento próprio do que em preservar o legado do Rei do Pop. Ela acusa os administradores de decisões financeiras obscuras, falta de prestação de contas e uma gestão que mais parece um show solo do que uma sinfonia familiar.
O processo, revelado pela revista People, afirma que o espólio virou um “fundo privado de investimento em entretenimento”, onde os executores e seus advogados são os verdadeiros beneficiários. Paris não está sozinha nessa dança: sua avó Katherine Jackson também apoia a ação, reforçando que a família quer saber exatamente para onde está indo cada centavo do patrimônio que inclui catálogos musicais valiosíssimos — como aquele que contém obras dos Beatles.
E por falar em cifras, Paris Jackson aponta que os executores embolsaram mais do que o dobro do que ela e seus irmãos receberam em 2021. Detalhe: essa prestação de contas só foi entregue em setembro deste ano. Para quem acompanha o mercado financeiro, isso levanta uma bandeira vermelha sobre governança, compliance e transparência — pilares essenciais em qualquer gestão patrimonial séria.
A petição também levanta suspeitas sobre despesas legais e administrativas que, segundo Paris, podem estar inflacionadas ou mal gerenciadas. Isso significa que, além de possíveis lucros não distribuídos, os custos operacionais podem estar corroendo o que deveria ser destinado aos herdeiros. Em outras palavras: o espólio pode estar dançando conforme a música dos advogados, e não dos beneficiários.
Paris Jackson quer garantir que tudo seja feito de forma justa, ética e transparente
Mas calma, Paris não quer acabar com os negócios: ela deixa claro que seu objetivo é garantir que tudo seja feito de forma justa, ética e transparente. Afinal, Michael Jackson sempre foi zeloso com seus filhos, e ela acredita que honrar esse cuidado passa por proteger o patrimônio que ele deixou.
O tribunal de Los Angeles, no entanto, não deu o passo inicial que Paris esperava. Em uma decisão parcial, o juiz Mitchell L. Beckloff rejeitou grande parte da petição, alegando que ela se baseava em documentos jurídicos protegidos e não apresentava provas suficientes de má conduta.
Resultado: Paris pode ter que pagar os honorários advocatícios do espólio. Um revés, mas não necessariamente o fim da turnê judicial.
Esse episódio reacende um debate importante no mundo das finanças: como garantir que grandes patrimônios artísticos sejam administrados com responsabilidade, respeito ao legado e, claro, transparência. Para investidores, gestores e fãs, o caso é um lembrete de que nem mesmo os ícones do pop estão imunes às complexidades da sucessão patrimonial.
Enquanto o processo segue em tramitação, Paris Jackson continua firme em sua missão de proteger o nome e a obra do pai. E quem sabe, com um pouco mais de luz sobre os bastidores financeiros, o espólio de Michael Jackson possa finalmente dançar no ritmo certo — com todos os herdeiros no palco e os executores no compasso da justiça.
























