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Viral não é tudo na música: estudo revela dado surpreendente

Relatório aponta limites da fama instantânea no streaming

Viral não é tudo na música: estudo revela dado surpreendente
Foto: Focal Foto / Creative Commons

A busca por um hit viral nas plataformas digitais voltou ao centro das discussões da indústria musical após a divulgação do novo levantamento da Duetti. A empresa de financiamento musical publicou a mais recente edição do Music Economics Report, documento anual que analisa tendências de mercado e comportamento de consumo.

Desta vez, o estudo evitou qualquer embate com o Spotify sobre valores pagos por reprodução e concentrou esforços em entender se a popularidade repentina realmente constrói carreiras sustentáveis no ambiente digital.

A pesquisa examinou um universo superior a 6 milhões de faixas, oferecendo um panorama abrangente sobre desempenho em plataformas de streaming. Um dos focos centrais foi medir o impacto da viralização de músicas na consolidação de catálogos musicais duradouros. Para o relatório, viralização foi definida como aumento de 5 reproduções em um mês, enquanto catálogo sustentável corresponde a “menos de 10% de declínio anual na atividade de streaming”.

Viral: sucesso repentino raramente se traduz em estabilidade prolongada

Os resultados indicam que o sucesso repentino raramente se traduz em estabilidade prolongada. Segundo a análise, apenas 1,14% das faixas independentes analisadas viralizaram. Entre essas, somente 0,17% conseguiram manter o nível de alta por mais de três meses consecutivos. Os números sugerem que a grande maioria das canções que experimentam um pico de popularidade acaba retornando rapidamente a patamares anteriores de execução.

O relatório também destaca que a consolidação de um catálogo consistente parece estar mais associada ao crescimento gradual do que a explosões momentâneas de audiência. Conforme aponta o estudo, “um crescimento lento e constante ao longo de 6 meses tem 60% mais probabilidade de resultar em um catálogo duradouro”. A constatação reforça a ideia de que o desenvolvimento orgânico pode gerar maior retenção de ouvintes e estabilidade nas métricas ao longo do tempo.

Ao comparar os dois modelos de desempenho — viralidade imediata versus evolução progressiva — a Duetti conclui que a construção de audiência contínua tende a oferecer resultados mais consistentes. Embora a viralização possa ampliar a visibilidade em curto prazo, ela não garante permanência nas playlists nem manutenção do interesse do público.

A análise sugere que artistas e selos independentes devem considerar estratégias que priorizem engajamento recorrente, lançamento planejado de conteúdos e fortalecimento de base de fãs. Em um cenário competitivo e guiado por algoritmos, o equilíbrio entre exposição e retenção torna-se fator determinante para sustentabilidade.

Com base em dados quantitativos e acompanhamento de performance ao longo do tempo, o Music Economics Report aponta que a corrida por tendências passageiras pode não ser suficiente para consolidar trajetórias duradouras no mercado musical. A evidência reforça que a construção de catálogo sólido exige constância, planejamento e acompanhamento estratégico dos indicadores de streaming.

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