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Live Nation quer encerrar batalha judicial nos EUA

Empresa quer encerrar disputa antes do julgamento

Live Nation quer encerrar batalha judicial nos EUA
Foto: Reprodução / Live Nation

A disputa entre a Live Nation e o Departamento de Justiça dos EUA ganhou um novo capítulo após decisão que permite que o processo contra a empresa e a Ticketmaster avance para julgamento no próximo mês. Mesmo com parte das acusações rejeitadas pelo juiz, o caso segue vivo — e a companhia já deixou claro que prefere um acordo.

Em publicação assinada por Dan Wall, chefe de políticas da empresa, o tom foi direto. Sob o título “ É hora de seguir em frente”, Wall argumentou que a divisão das companhias por alegação de monopólio não deveria mais ser considerada, diante das recentes decisões judiciais.

“O caso agora gira em torno de três pontos: contratos de exclusividade de longo prazo para venda de ingressos, um acordo específico de venda de ingressos que a Ticketmaster tem com o Oakview Group e a política da Live Nation de não alugar seus anfiteatros para promotores concorrentes. Nenhuma dessas alegações, nem mesmo as três juntas, justifica mais do que uma medida cautelar padrão”

No texto, ele também declarou: “Casos nessa situação quase sempre são resolvidos por meio de acordos, e com a possibilidade de medidas estruturais descartadas, é isso que deve acontecer neste caso agora. A Live Nation está pronta para que isso aconteça.”

Enquanto o embate jurídico avança, a companhia divulgou os resultados financeiros do último trimestre de 2025 e do consolidado anual. A receita atingiu US$ 25,2 bilhões em 2025, representando crescimento de 9%. O lucro operacional saltou para US$ 1,3 bilhão, um aumento de 52% no lucro operacional. Ao todo, 159 milhões de fãs participaram de eventos promovidos pela empresa, um aumento de 5% em relação ao total de 2024.

Já a Ticketmaster registrou receita de US$ 3,1 bilhões, crescimento de 3%. Durante a teleconferência, executivos comentaram desafios relacionados à revenda de ingressos, tema que também está no centro de outra disputa judicial envolvendo a FTC.

O presidente e diretor financeiro Joe Berchtold afirmou que as restrições recentes impostas aos cambistas que utilizam a plataforma “reduziram praticamente pela metade o número de ingressos que estão sendo listados por cambistas para shows em nossa plataforma”. A medida faz parte de um esforço para reorganizar o mercado secundário.

O CEO Michael Rapino acrescentou: “Há um movimento crescente em torno do mercado secundário em geral, tanto por parte do consumidor quanto dos artistas”. Segundo ele, mais de 100 artistas já utilizam o recurso Face Value Exchange, ferramenta criada para permitir a revenda de ingressos pelo valor original.

Rapino completou: “Acreditamos que os artistas continuarão a ganhar mais controle, a querer encontrar melhores maneiras de limitar a exploração comercial secundária e que a empresa que tiver mais ferramentas sairá vencedora no final”, destacando a importância de inovação e controle no setor.

Com números financeiros robustos e duas frentes judiciais relevantes — uma com o Departamento de Justiça dos EUA e outra com a FTC — a Live Nation busca estabilizar seu futuro corporativo enquanto mantém a liderança global na promoção de eventos e na venda de ingressos.

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