Pouco tempo depois de ampliar o alcance do seu modelo de IA voltado à criação musical, o Google confirmou a aquisição de uma nova empresa do mesmo setor. A companhia anunciou a compra da ProducerAI, startup especializada em tecnologia criativa para produção de música. A movimentação acontece logo após a expansão do modelo musical Lyria 3, ferramenta desenvolvida para gerar composições com inteligência artificial e ampliar o acesso do público a esse tipo de tecnologia.
Para alguns usuários, o nome da empresa pode não parecer familiar. No entanto, antes da mudança de marca, a startup era conhecida como Riffusion. A empresa ganhou destaque quando realizou sua rodada inicial de financiamento, levantando US$ 4 milhões em 2023. Entre os investidores envolvidos no projeto estavam integrantes do duo eletrônico The Chainsmokers. Posteriormente, a companhia também chamou atenção ao lançar uma versão beta pública de sua ferramenta musical baseada em GenAI, disponibilizada no início de 2025.
A mudança de nome para ProducerAI ocorreu recentemente, pouco antes do anúncio da aquisição. Ainda no começo do mês, usuários da plataforma receberam um e-mail sugerindo que realizassem o download de qualquer conteúdo criado dentro do sistema, incluindo músicas e sons produzidos com a ferramenta.
Google: plataforma utilizará diversos modelos avançados de inteligência artificial
O aviso aos usuários estava relacionado a mudanças na estrutura da plataforma. Segundo comunicado enviado aos criadores, a partir de 20 de fevereiro o serviço passaria a ser “alimentado por um novo conjunto de modelos” e, por esse motivo, “todas as gerações, sessões, modelos e mídias anteriores não estariam mais acessíveis”. A explicação se tornou mais clara após o anúncio oficial da compra pela gigante de tecnologia.
Em um comunicado publicado em seu blog, o Google explicou que a ProducerAI passará a utilizar diversos modelos avançados de inteligência artificial desenvolvidos internamente. Entre eles estão o Gemini, o Lyria 3, o sistema de vídeo Veo e também o modelo criativo Nano Banana, todos desenvolvidos pelo laboratório de pesquisa Google DeepMind.
Durante o anúncio, a empresa detalhou os objetivos da integração da plataforma ao seu ecossistema de ferramentas criativas. Segundo a publicação oficial: “À medida que continuamos a desenvolver o ProducerAI no Google, estaremos totalmente focados no controle criativo para artistas, inclusive por meio de recursos como o Spaces, que permite que os artistas usem linguagem natural para criar instrumentos, efeitos e muito mais completamente novos”.
O texto divulgado foi escrito por Elias Roman, executivo que já possui experiência direta com aquisições no setor musical dentro da empresa. Atualmente diretor sênior de gerenciamento de produtos no Google Labs, ele entrou para o Google em 2014 após a companhia adquirir sua própria startup de streaming musical, a Songza.
A compra da startup ocorre no mesmo momento em que o Google amplia o acesso ao seu modelo musical Lyria 3 dentro do chatbot Gemini. A iniciativa busca permitir que um número maior de usuários experimente a geração de música por inteligência artificial. No entanto, o recurso possui uma restrição de 30 segundos para as faixas geradas, indicando que a ferramenta foi pensada principalmente para compartilhamento social, e não para produção musical profissional.
Com a aquisição da ProducerAI, a empresa demonstra também interesse em desenvolver soluções voltadas diretamente para criadores musicais que utilizam IA em processos de produção. Essa estratégia coloca a companhia em um mercado competitivo que inclui outras plataformas tecnológicas, como Suno, Stability AI e Splice, que também investem em ferramentas de criação musical baseadas em inteligência artificial.
























