O mundo da música pode estar mergulhado no streaming, mas os formatos físicos seguem firmes e fortes, movimentando expectativas financeiras e provando que ainda há muito valor em discos, CDs e até fitas cassete. Um relatório da Key Production Group, empresa britânica especializada em manufatura musical, trouxe previsões para 2026 que mostram como o mercado físico não apenas sobrevive, mas se reinventa com estilo e estratégia.
O grande destaque é o vinil, que continua sendo o queridinho dos colecionadores e fãs nostálgicos. A previsão aponta crescimento contínuo, com tiragens sofisticadas, embalagens luxuosas e edições limitadas que transformam discos em verdadeiros objetos de desejo. Para as gravadoras, isso significa novas oportunidades de receita e valorização de catálogos antigos, que ganham vida em relançamentos premium.
CD mostra sinais claros de resistência
Mas não é só o vinil que chama atenção. O CD, considerado por muitos como um formato em declínio, mostra sinais claros de resistência. O relatório indica uma demanda estável em nichos específicos, especialmente entre consumidores que ainda valorizam a mídia física como forma de colecionar e manter bibliotecas musicais organizadas. Para o mercado financeiro, isso representa um fluxo constante de vendas que, embora menor que o streaming, mantém relevância e garante estabilidade.
A surpresa vem das fitas cassete, que continuam conquistando espaço em lançamentos independentes e edições especiais. O formato, que parecia enterrado nos anos 2000, voltou como item cult, impulsionado por bandas alternativas e pelo apelo retrô. O relatório aponta que, embora o volume seja pequeno, o impacto cultural é grande, e isso gera valor agregado para artistas que buscam diferenciação.
Do ponto de vista econômico, o relatório da Key Production Group reforça que os formatos físicos são ativos estratégicos para a indústria. Em um cenário onde o streaming domina, os discos, CDs e fitas funcionam como produtos de alto valor agregado, capazes de gerar margens maiores e fidelizar públicos específicos. Gravadoras e selos independentes enxergam nisso uma forma de diversificar receitas e reduzir a dependência das plataformas digitais.
Outro ponto relevante é o impacto ambiental. A empresa destacou que há uma tendência crescente de buscar materiais sustentáveis na produção de mídias físicas. Isso não apenas atende às demandas de consumidores conscientes, mas também abre espaço para novos modelos de negócio, como edições ecológicas e certificações verdes. Para investidores, essa é uma oportunidade de alinhar lucro e responsabilidade social.
O relatório também prevê que 2026 será marcado por uma maior integração entre físico e digital. Edições limitadas devem vir acompanhadas de códigos para acesso exclusivo a conteúdos online, criando uma experiência híbrida que une o melhor dos dois mundos. Essa estratégia pode ampliar o valor percebido pelo consumidor e aumentar a disposição para pagar mais por produtos diferenciados.
Em resumo, o estudo da Key Production Group mostra que o mercado físico está longe de ser apenas uma lembrança do passado. Vinis continuam em alta, CDs resistem com dignidade e até as fitas cassete encontram seu espaço. Para artistas, gravadoras e investidores, o recado é claro: há dinheiro e relevância nos formatos físicos, especialmente quando combinados com inovação e sustentabilidade.
*“Se o streaming é o presente, os discos e fitas provam que o futuro ainda guarda espaço para o toque nostálgico. E, convenhamos, nada substitui o prazer de abrir um encarte, sentir o cheiro de um vinil novo ou rebobinar uma fita só para ouvir aquele lado B esquecido.”*
























