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Música sobe o tom: arrecadação global cresce 7,2% globalmente

Dados são da CISAC e mostram quando os direitos autorais viram sinfonia de bilhões

Música sobe o tom: arrecadação global cresce 7,2% globalmente
Foto: Reprodução

O assunto hoje é arrecadação e se você acha que música é só arte, emoção e refrão chiclete, prepare-se para uma aula de economia com trilha sonora.

A CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores) divulgou seu relatório anual de arrecadações globais, e a notícia é digna de Grammy: o setor musical registrou um crescimento de 7,2% em 2024, totalizando 11,7 bilhões de Euros em receitas.

Isso mesmo — bilhões com “b” de Beethoven.

O relatório cobre os rendimentos de autores em áreas como música, audiovisual, literatura, artes visuais e teatro, mas é a música que rouba a cena. Com 10,1 bilhões de Euros arrecadados só nesse segmento, fica claro que os direitos autorais estão longe de serem uma nota de rodapé no balanço financeiro global.

Mas o que está por trás desse crescimento na arrecadação?

Spoiler: não é só o aumento de streams de Taylor Swift ou o sucesso de turnês nostálgicas. A alta foi impulsionada por uma combinação de fatores, como a retomada dos shows ao vivo pós-pandemia, o fortalecimento de plataformas digitais e uma maior eficiência na coleta de royalties por parte das sociedades de autores. Em outras palavras, o setor está afinando seus instrumentos — e colhendo os frutos.

O relatório também destaca o papel crescente dos mercados emergentes. América Latina, África e Ásia estão mostrando que não só produzem música de qualidade, como também estão aprendendo a monetizá-la. Isso é música para os ouvidos de investidores atentos às tendências globais, especialmente aqueles que buscam diversificação geográfica em seus portfólios.

Para quem acompanha o mercado financeiro, esses números são mais do que estatísticas: são indicadores de um setor resiliente, em expansão e cada vez mais profissionalizado. A arrecadação por direitos digitais, por exemplo, cresceu 20,1%, refletindo o impacto direto das plataformas de streaming, redes sociais e até jogos online que usam trilhas sonoras licenciadas. É o capitalismo criativo em sua melhor forma.

Outro dado interessante: os shows ao vivo voltaram com força total, representando 25,4% das receitas musicais. Isso mostra que, apesar da digitalização, o público ainda valoriza a experiência presencial — e os artistas, claro, agradecem com performances cada vez mais espetaculares (e lucrativas).

O que isso significa para o futuro?

Que o setor musical está se tornando uma peça-chave na economia criativa global. Com regulamentações mais robustas, tecnologia de rastreamento de uso de obras e uma maior conscientização sobre direitos autorais, o cenário é promissor. E para os investidores, é uma oportunidade de entrar em um mercado que une paixão e retorno financeiro.

Então, da próxima vez que você ouvir aquela música que não sai da cabeça, lembre-se: por trás de cada nota, há uma cadeia de valor que movimenta bilhões.

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