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Spotify prepara aumento de preços nos EUA em 2026

Como o reajuste pode impactar consumidores, artistas e o mercado financeiro da música

Spotify prepara aumento de preços nos EUA em 2026
Foto: Reuters / Heute / Creative Commons

Se você achava que só o café da manhã estava ficando mais caro, prepare-se: o Spotify deve reajustar suas assinaturas nos Estados Unidos já no primeiro trimestre de 2026.

A notícia, divulgada pelo Financial Times e repercutida pela indústria, não chega a ser uma surpresa. Afinal, a plataforma já realizou aumentos em diversos países recentemente, e o último reajuste no país aconteceu em julho de 2024.

Do ponto de vista financeiro, o impacto é significativo. Analistas do JPMorgan calcularam que um aumento de apenas US$ 1 por mês pode render ao Spotify cerca de US$ 500 milhões adicionais por ano.

E não para por aí: segundo dados da associação DiMA, esse incremento se traduziria em aproximadamente US$ 46,2 milhões a mais para artistas e US$ 41,2 milhões para compositores. Ou seja, não é apenas a empresa que ganha — os criadores também recebem uma fatia maior desse bolo.

O humor da situação está em imaginar os usuários fazendo contas rápidas: “um dólar a mais por mês não parece tanto, mas em 12 meses já dá para comprar um bom fone de ouvido”. Para o Spotify, no entanto, esse pequeno ajuste é uma mina de ouro.

A indústria fonográfica, representada por entidades como a RIAA, vê o movimento com bons olhos. Em 2025, o crescimento da receita de música gravada nos EUA foi de apenas 0,9%, um número que acendeu o alerta vermelho. Nesse cenário, aumentos de preço são vistos como uma forma de evitar que o mercado bata no teto do crescimento do streaming.

O efeito dominó com os novos preços do Spotify

Outro detalhe importante dos novos preços do Spotify é o efeito dominó. Quando o maior serviço de streaming do mundo decide aumentar preços, é comum que concorrentes como Apple Music, Amazon Music e YouTube Music aproveitem para seguir o mesmo caminho. Afinal, ninguém quer ficar para trás em termos de receita.

Para os consumidores, o dilema é clássico: pagar um pouco mais para manter acesso a milhões de músicas ou buscar alternativas gratuitas (com anúncios, claro). Para os artistas, a expectativa é positiva, já que reajustes podem significar mais royalties. E para o mercado financeiro, o aumento é visto como sinal de maturidade: o streaming deixou de ser apenas uma inovação tecnológica e se consolidou como serviço essencial, capaz de sustentar reajustes periódicos sem perder relevância.

O novo aumento de preços do Spotify nos EUA em 2026 é um reflexo das pressões econômicas da indústria, da necessidade de manter crescimento sustentável e da busca por maior valorização dos criadores.

Para os usuários, resta decidir se um dólar a mais por mês vale a trilha sonora da vida. Para o Spotify e seus investidores, a resposta já está clara: cada centavo conta.

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